segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Agora não restava mais nada a fazer, era esperar o revide do inimigo e lutar com todas as forças, talvez até fosse o caso de uma debandada. Mas estávamos cercados.
Um soldado alertou para que abríssemos caminho em direção leste, já que as baixas haviam se concentrado lá. Não sabia ao certo, mas decidi que iríamos tentar essa manobra.
Dois morteiros explodiram próximo ao nosso pelotão. Um dos nossos soldados teve ferimentos na cabeça, próximos à orelha direita. Ficou praticamente surdo, mas continuou a andar. Aliás, agora não havia mais formação, marcha, nada. Só uma correria desenfreada. Um salve-se quem puder.
Perdemos um combatente, tiro nas costas, talvez de um sniper. Fiquei com mais pânico. Agora é que tinha lascado tudo mesmo.
Não hesitei e atirei na direção contrária ao disparo inimigo. Fortes rajadas responderam aos meus tiros, estávamos ferrados...

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