Os russos começam a dar suas cartas. Jogam uma bomba de mostarda na frente do avião e atrás, um pouco perto de onde estou, uma flashbang. Meus ouvidos mais uma vez sentem a tortura de um zunido incessante, enquanto não enxergo nada. Deito no chão e empunho minha sub junto ao peito.
Um dos sequestradores grita palavras em russo. Não consigo entendê-las, mas lógico que são ameaças. Os atiradores russos começam a querem me acertar, não tenho outra alternativa senão abaixar a cabeça e esperar. As janelas do avião começam a ser pintadas de preto, uma a uma, para não dar margem de tiro aos atiradores de elite. Evidentemente que são reféns os que pintam as janelas, mesmo assim, um dos atiradores russos tenta alvejar um deles. Não consegui ver no que deu, mas que eu tô puto da vida com esse povo idiota estou.
Me levanto e grito Polícia em três línguas diferentes. Inclusive: Полиция! Tudo o que consigo é mais um tiro, na mesma perna. Vou morrer de hemorragia desse jeito. Miro para o avião, acerto o leme, na esperança que os animais entendam o recado. Dou dois tiros e espero pra ver. Abre-se uma das portas de emergência da aeronave e um dos reféns grita em russo: "Acertem ele! Ele se finge de polícia, mas é terrorista também, acertem ele!" O pobre coitado leva um tiro no peito e eu mais uma rodada de balas ricocheteadas no solo. Estamos todos ferrados.
Sempre que a merda está grande, pode piorar. Um caça faz um vôo rasante e descarrega uma rajada de metralhadora bem ao lado do avião. Depois, um helicóptero aparece, se posiciona praticamente em cima da aeronave e dele descem dois "policiais". Mesmo assim, nenhuma reação é notada de dentro do avião.
A mesma voz que ouvimos dentro da cabine agora aparece de dentro do helicóptero:
"Aqui é Frida novamente. Não estamos dispostos a negociar mais com vocês. Terão 15 minutos para deixar o avião e entregar os reféns. Isso é uma ordem, senão o caça dará um fim em todos."
Grande Frida, agora mesmo que fomos pro saco. Se isso é uma tática de negociação russa, acho que nem precisaria de megafones nem nada. Basta matar todo mundo e pronto! Pra que sobreviventes?
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
& * £...
As coisas estão piorando. Alvejando a porta da cabine com uma saraivada de metralhadoras e espingardas, os sequestradores quase conseguem me acertar. Não penso duas vezes e me escondo em qualquer lugar, esperando a recarga, que parece não acontecer nunca. Aquele momento de silêncio que nos credita alguma chance em tiroteios, quando o "rival" está recarregando suas armas. Mas o rival aqui são muitos, todos sedentos, que esperavam que eu cometesse esse erro crasso.Isso pode custar a vida de todos os reféns. Mas, como eu não tenho saída, escapatória nenhuma e acho que vamos todos é morrer mesmo, faço minhas as palavras do Iron Maiden: "If you gonna die, die with your boots on!". Morrer lutando é o que posso oferecer a mim mesmo. Quem sabe eu não dou sorte e me saio vivo dessa.
Uma granada de impacto é lançada e quebra a porta. Nada...silêncio. Estou em um ângulo de, aproximadamente 40 graus à leste de quem entra. Minhas duas miras ficam uma baixa e outra alta. Não consigo escutar nada. Vejo um movimento. Espero. Um dos sequestradores me vê e não atira. Apenas acena com a cabeça, mandando eu jogar as armas no chão. Ele tem o político como escudo. Atiro na cabeça do político e depois no pescoço do criminoso. Ivan grita, esperneia, xinga, mas não aparece. Um dos militares agora é que serve de escudo para o velho da Uzi. Mudo minha posição, rastejo e rolo até me aproximar de uma das janelas, estilhaçada pelo impacto da granada. O velho me vê e atira. Errou. Leva um tiro no pé e uma cotovelada do militar, que rouba a arma dele. Em vão...Dois sequestradores o matam, mas a arma roubada é avariada por um dos tiros.
Consigo sair da aeronave e caio no chão. Não respiro. Apenas olho em volta e não vejo uma alma viva. Outra granada cai a 5 metros de mim. Corro e levo duas picadas de marimbondo na perna esquerda. Caio no chão de novo e grito. Ouço os passos dentro do avião, estão me caçando. Um dos sequestradores aparece, caindo da cabine. Como eu estou no chão ele não me vê. Olha para os lados e grita: "Temos companhia!Militares russos estão nos cercando!Ivan, fala no ráááárgh!"
Tomou um tiro na garganta. Eu mesmo atirei.
Corro, chego até uma árvore e olho para trás. Ivan me vê por uma das janelas e faz não com a cabeça. Aponto a minha pistola para a minha cabeça e a submetralhadora para a dele. Sim, sou um maníaco, Ivan. Agora você, não passa de um cadáver.
Uma granada de impacto é lançada e quebra a porta. Nada...silêncio. Estou em um ângulo de, aproximadamente 40 graus à leste de quem entra. Minhas duas miras ficam uma baixa e outra alta. Não consigo escutar nada. Vejo um movimento. Espero. Um dos sequestradores me vê e não atira. Apenas acena com a cabeça, mandando eu jogar as armas no chão. Ele tem o político como escudo. Atiro na cabeça do político e depois no pescoço do criminoso. Ivan grita, esperneia, xinga, mas não aparece. Um dos militares agora é que serve de escudo para o velho da Uzi. Mudo minha posição, rastejo e rolo até me aproximar de uma das janelas, estilhaçada pelo impacto da granada. O velho me vê e atira. Errou. Leva um tiro no pé e uma cotovelada do militar, que rouba a arma dele. Em vão...Dois sequestradores o matam, mas a arma roubada é avariada por um dos tiros.
Consigo sair da aeronave e caio no chão. Não respiro. Apenas olho em volta e não vejo uma alma viva. Outra granada cai a 5 metros de mim. Corro e levo duas picadas de marimbondo na perna esquerda. Caio no chão de novo e grito. Ouço os passos dentro do avião, estão me caçando. Um dos sequestradores aparece, caindo da cabine. Como eu estou no chão ele não me vê. Olha para os lados e grita: "Temos companhia!Militares russos estão nos cercando!Ivan, fala no ráááárgh!"
Tomou um tiro na garganta. Eu mesmo atirei.
Corro, chego até uma árvore e olho para trás. Ivan me vê por uma das janelas e faz não com a cabeça. Aponto a minha pistola para a minha cabeça e a submetralhadora para a dele. Sim, sou um maníaco, Ivan. Agora você, não passa de um cadáver.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Países não estão em Guerra?
12 Reféns. Nunca que esses fanáticos vão concordar. Uma coisa é óbvia: agora mesmo teremos a chance de negociar melhor. Arrumar outro avião, aqui na Rússia, seria algo quase improvável, mesmo sabendo que a atual economia russa está mais aberta do que estacionamento 24 horas.
"Petulantes. EU DIGO O QUE VOU FAZER. QUEM DÁ AS CARTAS AQUI NESSA MERDA SOU EU. Primeiro: Não há hipótese alguma de negociação. Se quiséssemos isso, faríamos na Inglaterra. Segundo: assim que cessar essa comunicação, eu mesmo matarei os 12 reféns que os senhores achavam que seriam libertos. Outra coisa: um avião cargueiro, militar, com autonomia de vôo para 30 horas, senão um dos políticos aqui vira pó.Desligo."
Ivan nem pestanejou e fuzilou sete pessoas já mortas e completou as doze. Não acredito mais em nada mesmo. Nem em ninguém. Vou matar logo esse cara. Saco minha arma e, com a coronha, desmaio o piloto. Roubo a sua arma, uma sub, de fabricação israelense e uma 9.2mm. Cinco carregadores de cada arma me dão a margem de 15 minutos de tiroteio. Fecho a porta da cabine do avião chutando o cadáver do piloto. Estou pronto, animais..
"Petulantes. EU DIGO O QUE VOU FAZER. QUEM DÁ AS CARTAS AQUI NESSA MERDA SOU EU. Primeiro: Não há hipótese alguma de negociação. Se quiséssemos isso, faríamos na Inglaterra. Segundo: assim que cessar essa comunicação, eu mesmo matarei os 12 reféns que os senhores achavam que seriam libertos. Outra coisa: um avião cargueiro, militar, com autonomia de vôo para 30 horas, senão um dos políticos aqui vira pó.Desligo."
Ivan nem pestanejou e fuzilou sete pessoas já mortas e completou as doze. Não acredito mais em nada mesmo. Nem em ninguém. Vou matar logo esse cara. Saco minha arma e, com a coronha, desmaio o piloto. Roubo a sua arma, uma sub, de fabricação israelense e uma 9.2mm. Cinco carregadores de cada arma me dão a margem de 15 minutos de tiroteio. Fecho a porta da cabine do avião chutando o cadáver do piloto. Estou pronto, animais..
Parênteses
Quando estávamos no ar, uma voz feminina entrou pela cabine, no rádio do avião. Com certeza uma Russa, que, falando em Inglês, demonstrava muita calma e decisão. Se identificou como Frida Duchese Schtoilatson, cônsul russa e possível negociadora. Ela animou os sequestradores afirmando que os caças iriam somente escoltá-los. Pensei que isso tudo era uma grande merda, já que tínhamos sido avariados. Mesmo assim, gostei do tom de voz de Frida e comecei a torcer para que o piloto de nosso boeing conseguisse o pouso.
A morte dava suas caras pouco a pouco, um a um os reféns sofriam crises de infarto enquanto a aeronave descia. A um custo material e pessoal quase incalculável, o imopiloto consegue, graças a não sei quem, jogar o boeing numa fazenda. Estávamos praticamente todos feridos, mas vivos.
"Torre de controle, conseguimos pousar, pedimos coordenadas e segurança dentro de um perímetro de 12km." - "Ótimo, aqui quem fala é o Comandante Kovalckson, vocês têm a minha garantia de segurança. Peço que permaneçam dentro da aeronave. Dentro de 5 minutos faremos contato visual por terra e ar, câmbio."
Agora o negócio parecia estar mais tenso. Ivan não deixava claro se concordava ou não com o que estava acontecendo e andava de um lado pro outro. O velho da Uzi se mostrava um pouco menos tenso, acho que esse cara é russo mesmo. Eu tento até agora entender essa merda de sequestro e não vejo como o governo da China compactua com esses possíveis "camaradas", me parecem muito desleixados para representarem alguma coisa ligada a partidos políticos, dão a impressão de serem meros sequestradores, mas isso não os rebaixa em grau de maldade. Nennhum pouco.
Alguns francos espalhados pelo chão chamam a atenção de Ivan. Ele abaixa, diz um sonoro "merda" e segue em direção ao pavimento inferior da aeronave. Ouço sua voz, agora ríspida e imperativa. Na certa dando um esporro em alguém. Dois tiros. Nada mais.
"Atenção tripulantes do vôou 1234, aqui é o Tenente Dardwet, sou da equipe terrestre. Estou no comando de nossa operação. Minha frequência de rádio é segura, vocês podem se comunicar comigo. Caso precisem, entrarei no avião, mas só se libertarem 12 reféns." Essas palavras, por mais seguras que pareçam ser, vieram de uma voz trêmula e amendrontada. Estamos feitos...
A morte dava suas caras pouco a pouco, um a um os reféns sofriam crises de infarto enquanto a aeronave descia. A um custo material e pessoal quase incalculável, o imopiloto consegue, graças a não sei quem, jogar o boeing numa fazenda. Estávamos praticamente todos feridos, mas vivos.
"Torre de controle, conseguimos pousar, pedimos coordenadas e segurança dentro de um perímetro de 12km." - "Ótimo, aqui quem fala é o Comandante Kovalckson, vocês têm a minha garantia de segurança. Peço que permaneçam dentro da aeronave. Dentro de 5 minutos faremos contato visual por terra e ar, câmbio."
Agora o negócio parecia estar mais tenso. Ivan não deixava claro se concordava ou não com o que estava acontecendo e andava de um lado pro outro. O velho da Uzi se mostrava um pouco menos tenso, acho que esse cara é russo mesmo. Eu tento até agora entender essa merda de sequestro e não vejo como o governo da China compactua com esses possíveis "camaradas", me parecem muito desleixados para representarem alguma coisa ligada a partidos políticos, dão a impressão de serem meros sequestradores, mas isso não os rebaixa em grau de maldade. Nennhum pouco.
Alguns francos espalhados pelo chão chamam a atenção de Ivan. Ele abaixa, diz um sonoro "merda" e segue em direção ao pavimento inferior da aeronave. Ouço sua voz, agora ríspida e imperativa. Na certa dando um esporro em alguém. Dois tiros. Nada mais.
"Atenção tripulantes do vôou 1234, aqui é o Tenente Dardwet, sou da equipe terrestre. Estou no comando de nossa operação. Minha frequência de rádio é segura, vocês podem se comunicar comigo. Caso precisem, entrarei no avião, mas só se libertarem 12 reféns." Essas palavras, por mais seguras que pareçam ser, vieram de uma voz trêmula e amendrontada. Estamos feitos...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Mother Russia
A estratégia agora é simples: pousar na Rússia. Talvez lá trocar de avião ou mesmo abortar o plano. Os sequestradores não tinham mais as feições de calma e sarcasmo, estavam bem mais nervosos do que nós. A Rússia poderia ser o começo do sucesso ou mesmo o território de um massacre, pois o governo de lá não é o mais pacífico da Terra.
Ivan cuidou para que o buraco fosse parcialmente tampado, mas a despressurização de todo o avião deixou o ar rarefeito, todos respiram através das máscaras. Vários passando mal e vomitando, o efeito é imediato.
Minha cabeça agora só pensava em uma coisa: se for para morrer, morrerei lutando. Não quero me esborrachar no meio da Praça Vermelha e ter meus restos mortais misturados ao de Lênin e Marx sem que tenha lutado. Dois lutadores da História não concordariam em dividir túmulos com um covarde. Sou inglês, de descendência escocesa, sangue de guerreiros corre em minhas veias, que começam a sumir, fico fraco e tenho a sensação de um desmaio.
"Ivan, estamos sendo escoltados por caças russos. Eles não entraram em contato ainda, mas estão fazendo manobras de interceptação." - "Seja mais franco, idiota! O que é isso?"
"É exatamente o que ele está lhe dizendo, Ivan.Eles estão se posicionando atrás do avião e piscando um alerta e fazendo manobras em X.Vão atirar." - "E desde quando você sabe alguma coisa sobre isso, policial filho da puta?" - "Ele está certo, Ivan, ele está certo!"
Não há mais ar para respirar. Só o gosto e cheiro da morte. Uma coisa amarga e com cheiro de sabão barato. Não vi nenhum filme sobre a minha infância, nem memórias boas. Só sinto o cheiro de naftalina no ar e sinto o pânico de todos nas minhas costas. Os passageiros rezam, gritam, soltam as máscaras, se debatem. São espancados pelos sequestradores, que estão fracos e zonzos. Uma 9mm cai e ninguém percebe, só eu e um dos militares. Ele acena um sim com a cabeça e olha para a direita. Entendo a mensagem. Um dos sequestradores está de costas. Pego a pistola e sento em cima dela. Quisera eu não estar com essa roupa ridícula de mergulhador.
"Vamos cair! Vamos cair! Atenção! May Day! May Day! Vôo 1234, pedindo permissão para pousar na pista! Pelo amor de Deus! Caindo! Estamos perdendo altitude!"
"Permissão negada, piloto! Aqui quem fala é o Comandante dos Migs, o senhor será interceptado em dois minutos. Saia do espaço aéreo russo e será poupado, caso contrário, atiraremos para matar."
Bom, agora ferrou tudo de vez mesmo. Os russos nem sonham em dialogar com essa corja. Coisa que deveria ter sido feita há tempos pelo governo inglês. Eu ainda mato esses parlamentares bichas.
"Nossa viagem está chegando ao fim.Mas eu vou dar um jeito." O piloto manobrou bruscamente para a direita e ouvimos um barulho, algo que teria batido na cauda do avião. Não consegui entender, mas um comunicado veio dos caças. Acho que o animal jogou o Jumbo pra cima de um deles. Agora a manobra é de descida, tiros de metralhadora ecoam no fundo de nossa aeronave. Pelo som, a Uzi do "velho cagão", deve estar fazendo o favor a um dos reféns...Consigo vestir uma jaqueta ensanguentada de um dos comissários de bordo. Agora coloco a pistola num dos bolsos, aquele bolso interno que fica no peito esquerdo. Não sei se ela está municiada, mas, pelo peso, acho que sim.
Ivan cuidou para que o buraco fosse parcialmente tampado, mas a despressurização de todo o avião deixou o ar rarefeito, todos respiram através das máscaras. Vários passando mal e vomitando, o efeito é imediato.
Minha cabeça agora só pensava em uma coisa: se for para morrer, morrerei lutando. Não quero me esborrachar no meio da Praça Vermelha e ter meus restos mortais misturados ao de Lênin e Marx sem que tenha lutado. Dois lutadores da História não concordariam em dividir túmulos com um covarde. Sou inglês, de descendência escocesa, sangue de guerreiros corre em minhas veias, que começam a sumir, fico fraco e tenho a sensação de um desmaio.
"Ivan, estamos sendo escoltados por caças russos. Eles não entraram em contato ainda, mas estão fazendo manobras de interceptação." - "Seja mais franco, idiota! O que é isso?"
"É exatamente o que ele está lhe dizendo, Ivan.Eles estão se posicionando atrás do avião e piscando um alerta e fazendo manobras em X.Vão atirar." - "E desde quando você sabe alguma coisa sobre isso, policial filho da puta?" - "Ele está certo, Ivan, ele está certo!"
Não há mais ar para respirar. Só o gosto e cheiro da morte. Uma coisa amarga e com cheiro de sabão barato. Não vi nenhum filme sobre a minha infância, nem memórias boas. Só sinto o cheiro de naftalina no ar e sinto o pânico de todos nas minhas costas. Os passageiros rezam, gritam, soltam as máscaras, se debatem. São espancados pelos sequestradores, que estão fracos e zonzos. Uma 9mm cai e ninguém percebe, só eu e um dos militares. Ele acena um sim com a cabeça e olha para a direita. Entendo a mensagem. Um dos sequestradores está de costas. Pego a pistola e sento em cima dela. Quisera eu não estar com essa roupa ridícula de mergulhador.
"Vamos cair! Vamos cair! Atenção! May Day! May Day! Vôo 1234, pedindo permissão para pousar na pista! Pelo amor de Deus! Caindo! Estamos perdendo altitude!"
"Permissão negada, piloto! Aqui quem fala é o Comandante dos Migs, o senhor será interceptado em dois minutos. Saia do espaço aéreo russo e será poupado, caso contrário, atiraremos para matar."
Bom, agora ferrou tudo de vez mesmo. Os russos nem sonham em dialogar com essa corja. Coisa que deveria ter sido feita há tempos pelo governo inglês. Eu ainda mato esses parlamentares bichas.
"Nossa viagem está chegando ao fim.Mas eu vou dar um jeito." O piloto manobrou bruscamente para a direita e ouvimos um barulho, algo que teria batido na cauda do avião. Não consegui entender, mas um comunicado veio dos caças. Acho que o animal jogou o Jumbo pra cima de um deles. Agora a manobra é de descida, tiros de metralhadora ecoam no fundo de nossa aeronave. Pelo som, a Uzi do "velho cagão", deve estar fazendo o favor a um dos reféns...Consigo vestir uma jaqueta ensanguentada de um dos comissários de bordo. Agora coloco a pistola num dos bolsos, aquele bolso interno que fica no peito esquerdo. Não sei se ela está municiada, mas, pelo peso, acho que sim.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
18:50
As angústias de cada passageiro do "Vôo da Morte", alcunha dada pela imprensa britânica eram repassadas via celular, pelos próprios sequestradores. Um deles, um tal de Gorishk, brincava de correspondente aéreo e nem se preocupava em tapar o rosto; conversava com os âncoras da BBC londrina e dava entrevistas para a rede norte-americana CNN.
Os franceses que estavam na outra aeronave como reféns, agora se tornaram mais membros da operação. Puro teatro. Tirando o episódio das duas crianças mortas, que fora verdade, o resto é a mais pura mentira, todos os choros, lágrimas e palavras de medo...São na verdade infiltrados para garantir o bom andamento do maldito plano.
De soslaio, peguei Ivan olhando uma foto de Irana. Achei uma boa oportunidade. Talvez esteja aí um dos pontos fracos desse calculista e congelado homem. Não o deixei perceber, mas agora que já sei, posso usar isso adiante.
O tempo de vôo previsto era de 4 horas com escala em um dos países russos. Lá, Ivan iria ordenar a troca de alguns presos na Sibéria e libertar os falsos reféns franceses. Só não sei como será essa troca, já que todos eles seriam então interrogados e poderiam ser descobertos. Daí a minha cabeça deu um estalo: e se Ivana não tivesse morta? Com certeza há vários integrantes dessa quadrilha que são indireta ou diretamente ligados à Departamentos de Defesa. Isso está me cheirando a merda. E das podres.
Não sei quanto tempo o restante dos reféns poderá aguentar. O ar condicionado foi desligado, a mando do piloto. Um dos militares já demonstrava sinais de fraqueza. E, agora, não sei em quem mais confiar. Nem eu mesmo estou passível de confiança.
"Dez para sete da noite, Ivan, está na hora!" O piloto deu a dica e Ivan, num gesto seco e sem pensar, atirou no militar enfraquecido. Todos se assustaram e o projétil ricocheteou, abrindo uma das janelas; máscaras de oxigênio desciam enquanto o pânico tomava conta do ambiente. Numa situação dessas, não se sabe o que vai acontecer, ainda mais quando se está a mais de 800km/h. Não sei ao certo, mas senti a aeronave baixar, bem lentamente. Acho que o piloto estaria tentando fazer uma manobra de emergência.
"Ivan, seu idiota! Olha só o que você fez, seu merda!" - O senhor da Uzi praguejava em alemão e xingava numa língua parecida com russo, sei lá.
"Deixa que eu cuido disso. Nada vai acontecer. Seu velho cagão."
Os franceses que estavam na outra aeronave como reféns, agora se tornaram mais membros da operação. Puro teatro. Tirando o episódio das duas crianças mortas, que fora verdade, o resto é a mais pura mentira, todos os choros, lágrimas e palavras de medo...São na verdade infiltrados para garantir o bom andamento do maldito plano.
De soslaio, peguei Ivan olhando uma foto de Irana. Achei uma boa oportunidade. Talvez esteja aí um dos pontos fracos desse calculista e congelado homem. Não o deixei perceber, mas agora que já sei, posso usar isso adiante.
O tempo de vôo previsto era de 4 horas com escala em um dos países russos. Lá, Ivan iria ordenar a troca de alguns presos na Sibéria e libertar os falsos reféns franceses. Só não sei como será essa troca, já que todos eles seriam então interrogados e poderiam ser descobertos. Daí a minha cabeça deu um estalo: e se Ivana não tivesse morta? Com certeza há vários integrantes dessa quadrilha que são indireta ou diretamente ligados à Departamentos de Defesa. Isso está me cheirando a merda. E das podres.
Não sei quanto tempo o restante dos reféns poderá aguentar. O ar condicionado foi desligado, a mando do piloto. Um dos militares já demonstrava sinais de fraqueza. E, agora, não sei em quem mais confiar. Nem eu mesmo estou passível de confiança.
"Dez para sete da noite, Ivan, está na hora!" O piloto deu a dica e Ivan, num gesto seco e sem pensar, atirou no militar enfraquecido. Todos se assustaram e o projétil ricocheteou, abrindo uma das janelas; máscaras de oxigênio desciam enquanto o pânico tomava conta do ambiente. Numa situação dessas, não se sabe o que vai acontecer, ainda mais quando se está a mais de 800km/h. Não sei ao certo, mas senti a aeronave baixar, bem lentamente. Acho que o piloto estaria tentando fazer uma manobra de emergência.
"Ivan, seu idiota! Olha só o que você fez, seu merda!" - O senhor da Uzi praguejava em alemão e xingava numa língua parecida com russo, sei lá.
"Deixa que eu cuido disso. Nada vai acontecer. Seu velho cagão."
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Notícia do Dia

Até que enfim. Uma boa notícia. Talvez a melhor notícia de hoje. Quando eu vi a cara desse bezerro eu até imaginei um nome pra ele. E o simpático bovino tem cara de Leco pra mim. Sei lá porque mas imaginei esse nome. O que aconteceu a ele foi um congelamento das patas traseiras. Tá no site da Globo!
Mudando o Mote

Olá, caros amigos bloggueiros. Hoje, pela manhã, decidi mudar um pouco o tom da escrita. Mas por enquanto, aqui nesse post. Prometo que o Sequestro ao Avião Inglês continuará.
É que a capacidade de nossos políticos no quesito enchimento de linguiça é sórdida. Acho que só é comparada à verborragia dos apresentadores de Talk-Shows, os programas de entrevista onde não há entrevista, mas sim uma demonstração sumária de quanto A, B, e um monte de C's são inteligentes, que falam vários idiomas, são super informados (produção ajuda pra carelho) e carismáticos.
Tem um certo gordo aí, que é muito melhor escrevendo do que falando. Ele mesmo. Primeiro, faz uma cópia fiel, ipsis litteris de um formato norte-americano, que, com certeza é inspirado em outro. Depois de XICL anos na TV, com uma apelação tosca por sua imagem, insite em não virar o disco. Até porque o disco tá velho, ninguém quer saber dele. Uma lástima. Daí você se pergunta: mas e os políticos, cadê?
Imagine só: um certo governador, aquele do Estado de SP, esteve no CQC segunda passada. O Serra realmente é um alvo certo. Jornalistas adoram alfinetá-lo com perguntas capiciosas. Mas ele é bem mais astuto do que imaginam. O Caçapa, ops, é Kassab, fica muito mais vermelho e constrangido após às incurssões de cunho tosco e irônico. Serra sempre enrolou bem e sempre se saiu melhor do que qualquer aventureiro das perguntinhas prontas. Ele realmente merece o Troféu Discórdia no quesito Enrolador Oficial da Política Brasileira. Parabéns, governador! O Sr. Merece!
Outro que é sério candidato ao TFEOPB é Lula. Esse gosta de uma câmera e um holofote. Pensem nisso: é inevitável o incremento de mão-de-obra e adquirir novíssimos equipamentos para a exploração da camada Pré-Sal. Lula se mostra como o "Descobridor" desse filão brasileiro e mexe todos os hashis para que nada de mal aconteça. Já que, no caso de alguém (Roussef) ganhar as eleições majoritárias em 2010, Lula responderá pela Petrobras. E ele é enrolão. Mas enrola mais que o Fernandão pra jogar bola. Tem uma perspicácia e poder de resposta quase que instantâneos. Observe, no Youtube: digite lá: gafes do presidente Lula. Você vai rir, mas vai rir muito. E olha que tem todo o tipo de situação. Mas, poucas delas envolvem entrevistas onde ele se sente vergonhoso e de saia curta. Presidente, o Sr. ainda ganha o TFEOPB, basta uma vírgula de improvisação sarcástica para se juntar ao hall. Embora eu ache que não é de sua vontade ficar ao lado dos que serram, é?
Em breve, teremos a candidatura de outro governador, popularmente conhecido como apreciador de boas bebidas alcoólicas.Valeu! Ouçam música!
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