Ele continua seguindo de bar em bar, de lanchonete em lanchonete, mas ninguém dá água pro pobre velho sedento. Ele pensa: "Tenho que arrumar um troco e comprar uma água, desse jeito não arrumo nada não." Começa a cantar e coloca seu chapéu no chão. As pessoas passam por ele como se fosse um poste, nem dão moral, chutam o chapéu, riem da cara dele, jogam papel dentro de onde deveria ter um troquinho qualquer.
Ele não desiste, canta a música que acha a mais bonita que cantava pra seus filhos dormirem. Canta com tanta emoção que pára tudo: os pedestres olham admirados pra ele, que desenvoltura, que canto bonito!
O velho dá um último suspiro e cai morto no chão. As pessoas não entendem nada e seguem seus caminhos. Alguns tentam reanimar o velho, mas em vão. Uma ambulância chega, mas já é tarde. Ele se fora, antes de terminar sua música predileta.