Escrever sobre trânsito em Goiânia, com as devidas proporções, é discorrer sobre uma guerra. Sim, é um relato de guerra, de uma situação sangrenta, violenta e sem controle. O pior de tudo é tomar conhecimento das estatísticas recheadas de resultados impressionantes e notar que o trânsito aqui é reflexo de nós mesmos.
Carros, motos, utilitários e afins são as armas para subir até o front. A garagem é o Quartel-General, que guarda sua arma predileta, limpinha, sem defeitos, ou até mesmo aquela suja, cheia de manhas que só você é capaz de usar.
A rua, o próprio front, mas não aquele definido pelo Estrategista de Guerra, quando virou pra você na Auto-Escola dizendo: "Não pisa na embreagem na curva, não ultrapassa nas rótulas!". A rua é o campo de outra batalha. A sua. Contra você mesmo.
Reclamar é fácil, simples. Colocar a culpa nos outros é cômodo e isenta o reclamante de parcela nos problemas. Mudar não. Mudar significa abdicar de hábitos que estão incrustrados na sua mente, "Como assim, 40km/h, aqui dá pra ir a 60 numa boa!", "Parar nessa faixa pra quê, pro cara que está atrás arrebentar a traseira do meu carro? O pedestre que espere!", e por aí vai.
Aqui, em Goiânia, especificamente, resolvi fazer um teste. Bobo, mas que deu resultado. No CEPAL do Setor Sul, há um sinal de dois tempos, entre as Rua 115 e Av. Fued José Sebba, continuação da Rua 83. São duas opções, marcadas em sinalização horizontal, antes do sinal (sinaleiro, semáforo...): ou se vai em frente, seguindo em direção ao Ministério Público, ou se vira à esquerda, para o Setor Universitário ou até sentido Centro, Sul, etc... A manha é a seguinte: pista da direita, segue em frente, sendo o tempo do sinal maior. Pistas do meio e da esquerda, só viram à esquerda, com tempo de siga menor. Só que, por hábito, condutores viram à esquerda, FURANDO o sinal, por conveniência, já que há outro em frente, indicando vermelho, por causa do sentido contrário.
Hoje eu não fui conveniente. Segui a regra. Parei na pista do meio, com o sinal me indicando PARE, deixando a pista da direita livre. Pra quê, o que ouvi de buzina, elogios e o escambau foi muito.
Isso é um pequeno exemplo de como a selvageria é LEI DE TRÂNSITO em Goiânia. Não, você é QUASE OBRIGADO a dirigir mal para manter sua tranquilidade assegurada. E a vida segue!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Impassibilidade Idiota
Somos todos heróis. De nós mesmos, dos nossos pais, filhos, familiares, bichos domésticos, de todos. Ou não? Se você acha que sim, leia isto: em menos de quatro horas internetando por aí, vi, no mínimo, umas 200 pessoas reclamando de algo, de algum produto, de alguém, ou delas mesmas. Mas, ao mesmo tempo, algumas delas se deram ao luxo de postar, principalmente em redes sociais, palavras de afeto, de amor, passagens religiosas, de diferentes credos.
As redes sociais perderam o senso do ridículo e, ao mesmo tempo, ganharam a fama por serem perpetuadoras de opinião. Headhunters caçam suas "presas" e as "filtram" por elas ( o que pode ser constrangedor para uns e para outros não), professores usam-nas para fiscalizar se os alunos -principalmente em escolas onde o computador faz parte das salas de aula- estão realmente prestando atenção ou cozinhando o galo (perdão, Atleticanos!), empresas selecionam currículos através de sites personalizados e até mesmo fazem entrevistas.
O que acontece, mas ninguém diz nada e não há aparentemente uma legislação pertinente sobre isso é a descarada e desaforada campanha política fora de hora, a campanha ilegal. Só no Estado de Goiás são mais de mil postagens semanais de obras ou mesmo reuniões (muitas delas para discussão de NADA) dos políticos ou dos candidatos.
Os que levantam a bandeira da democracia e da liberdade de opinião esbarram seus fôlderes eletrônicos numa legislação reta e que não perdoaria tal prática. É crime. Dá cadeia sim, no mínimo multa.
O que temos a dizer sobre isso? Está aberto o debate.
As redes sociais perderam o senso do ridículo e, ao mesmo tempo, ganharam a fama por serem perpetuadoras de opinião. Headhunters caçam suas "presas" e as "filtram" por elas ( o que pode ser constrangedor para uns e para outros não), professores usam-nas para fiscalizar se os alunos -principalmente em escolas onde o computador faz parte das salas de aula- estão realmente prestando atenção ou cozinhando o galo (perdão, Atleticanos!), empresas selecionam currículos através de sites personalizados e até mesmo fazem entrevistas.
O que acontece, mas ninguém diz nada e não há aparentemente uma legislação pertinente sobre isso é a descarada e desaforada campanha política fora de hora, a campanha ilegal. Só no Estado de Goiás são mais de mil postagens semanais de obras ou mesmo reuniões (muitas delas para discussão de NADA) dos políticos ou dos candidatos.
Os que levantam a bandeira da democracia e da liberdade de opinião esbarram seus fôlderes eletrônicos numa legislação reta e que não perdoaria tal prática. É crime. Dá cadeia sim, no mínimo multa.
O que temos a dizer sobre isso? Está aberto o debate.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
PARA ULISSES AESSE
O tempo não acabou com o meu sofrimento
A privda é o depósito de memórias do povão
Que come marmita podre sem feijão
A morte é a que ri por último e melhor
Não sei fazer rima de cor
Pau no cu da minha ignorância
Que não revela nada a distância
Vou tirar uma foto do diabo
E pendurar na sua parede
Quando olhar no seu espelho
Verá que você não é ele!
A privda é o depósito de memórias do povão
Que come marmita podre sem feijão
A morte é a que ri por último e melhor
Não sei fazer rima de cor
Pau no cu da minha ignorância
Que não revela nada a distância
Vou tirar uma foto do diabo
E pendurar na sua parede
Quando olhar no seu espelho
Verá que você não é ele!
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