Agora que você está puto com o que leu na outra postagem, reflita. Quantas vezes você foi à Câmara dos Vereadores da sua cidade? Você sequer lembra em quem votou há dois anos atrás? Lembra de alguma proposta dele?
E a sbuprefeitura de seu bairro, onde fica? Quem comanda? E o seu prefeito, já viu o que ele fez desde que entrou até hoje?
Saiba que existem canais de controle dos gastos públicos até pela internet. Até o Planalto tem um.
Agora, quem te garante que aquilo tudo é verdade?
Só há um jeito: cobre do seu funcionário postura de profissional. Sim, o vereador, deputado, presidente, todos são SEUS funcionários. Você é o chefe da cambada. Pois você paga a taxa tributária mais alta do planeta pra manter a mamata dos políticos. Então, quem tem de cobrar é você, cara! Porra, acorda!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Manifesto
Caros eleitores de plantão...Escrevo aqui palavras que podem soar grotescas ou mesmo só agressivas, mas que refletem um pouco de nossa rotina democrática.
Nas próximas eleições, vários daqueles que roubam nosso dinheiro vão se reeleger por, no mínimo 4 anos. Já pensou ter um emprego garantido por 4 anos onde não se gasta com alimentação, viagens, roupas, propaganda, cuidados com imagem, festas e tudo mais? Pois é, é pra isso que essa corja toda usa seu voto: pra gastar o seu dinheiro. Fazem meia dúzia de obras pra garantir a eleição seguinte e dão cabo do nosso dinheiro em questão de segundos. Outro dia vi na Tv um prefeito preso falando de asfalto no bairro dele. Isso é por que era um zé ninguém, mas de uma cidade grande: Dourados, MS. Imagina o que os outros caras, aqueles que se dizem experientes no assunto mas que não sabem sequer ler uma porra de um parágrafo fazem.
Exemplo disso não falta. O que falta é a sua vergonha. É isso mesmo. Você e mais ninguém é o culpado disso tudo. Porque você não gosta de política? Te falaram pra não gostar. E quem você acha que inventou que política é uma coisa chata? Os próprios políticos, pra que você não participe dela.
A solução é simples. Cobre mais. Pelo menos se informe. Veja em quem você vota e não em quê. Não vender o voto é difícil, mas já é um bom começo. Se te prometerem, faça cumprir, ou então, fique aí, no seu mundinho ridículo falando mal de quem você colocou no poder.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Caraminholas
Um velho que estava com muita sede chega pra o balconista de uma lanchonete e pede uma água de torneira mesmo. O cara nem olha na cara do velhinho e manda ir embora. Ele não desiste, pede de novo: "Moço pode ser de torneira, eu tô com muita sede!". "Se manda daqui, velho burro, não viu o que eu falei não?".
Ele continua seguindo de bar em bar, de lanchonete em lanchonete, mas ninguém dá água pro pobre velho sedento. Ele pensa: "Tenho que arrumar um troco e comprar uma água, desse jeito não arrumo nada não." Começa a cantar e coloca seu chapéu no chão. As pessoas passam por ele como se fosse um poste, nem dão moral, chutam o chapéu, riem da cara dele, jogam papel dentro de onde deveria ter um troquinho qualquer.
Ele não desiste, canta a música que acha a mais bonita que cantava pra seus filhos dormirem. Canta com tanta emoção que pára tudo: os pedestres olham admirados pra ele, que desenvoltura, que canto bonito!
O velho dá um último suspiro e cai morto no chão. As pessoas não entendem nada e seguem seus caminhos. Alguns tentam reanimar o velho, mas em vão. Uma ambulância chega, mas já é tarde. Ele se fora, antes de terminar sua música predileta.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Automoblismo
Alexandre Yee, brother das antigas, comentou que o "automobilismo no estado está muito ruim", concordo contigo, cara, mesmo Goiânia sendo sede de três diferentes eventos na semana ainda estamos caminhando sem ajuda de um GPS.
As condições do autódromo da cidade estão péssimas. O mato invade a pista que ainda ostenta um asfalto regular, com muitas imperfeições. A torre de controle nem se fala, virou ninho de pássaros. O paddock é feio, inseguro e mal-cuidado. O kartódromo sobrevive às custas dos apaixonados pela velocidade. Aliás, esse é o ingrediente que mantém não só Goiânia mas Goiás nos roteiros nacional e internacional da velocidade: os apaixonados pela velocidade. Pilotos, membros da CBA, preparadores de motores, engenheiros, imprensa....São esses os que conseguem forças e um pouco de alimentação para o nosso automobilismo.
Competir com o futebol é um massacre. Tem-se mais espaço a qualquer time de qualquer série do que um evento do porte do Rally dos Sertões, por exemplo. Na minha opinião o Rally teria de ser transmitido ao vivo, pelo menos pela internet. As corridas regionais têm pouco público, por falta de verbas para divulgação. É oneroso mexer com automobilismo e a parte pública pouco faz, mesmo em época de campanha política.
Mas, sigamos em frente, com a cabeça erguida que o cheiro de óleo no ar não deve acabar por força de terceiros. E que venham mais eventos!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
HEAVY METAL
Hahahahaha! Os diferentes gostos e suas peculiaridades. Tem gente que mata só porque não é a música predileta que toca nas rádios, ou nos ambientes onde estão. Outros nem ligam, nem sequer estavam ouvindo se tinha ou não música tal e tal e coisa. Mas é fácil achar um metaleiro. Procure um cidadão que anda de preto todos os dias, mesmo naquele sol senegalesco, forte, brabo, o cara lá, de preto, nem sempre, mas na maioria das vezes cabeludo, cara de quem não dorme há séculos...Um andado meio, "nem aí" misturado com "tenho que matar alguém...". Sempre que pode, leva consigo vários discos, quase todos com caveiras na capa...
O tipo do cara que houve som no talo todos os dias e não consegue suportar um latido de um pinscher...Seu humor varia de mal-humorado a grilado...Sua companhia é semelhante, quase não anda ao lado de quem não é da mesma tribo. O ambiente preferido do metaleiro é o bar onde toque música alta e que tenha muita cerveja gelada. Nem precisa dizer qual tipo de música.
MAS, tem coisas que acho que vossa excelência não sabe a respeito dos metaleiros. São caras fiéis aos amigos e a quem gostam, não parecem, mas não são violentos, pelo contrário, são sujeitos que gostam de ficar na deles. Nos shows não batem um nos outros, não são briguentos que nem muito pl..... por aí. E são solidários! Quando houve a tragédia no Haiti, vários shows, a maioria do cenário underground voltados a ajudar as vítimas. E não só no cenário menos famoso. Megadeth, Metallica, Slayer, Angra entre outras bandas fizeram de seus shows palco para arrecadação de dinheiro e comida para os haitianos. Outro exemplo: aqui mesmo em Goiânia existe o Rock Solidário, projeto que há anos arrecada comida e que conta com a ajuda de bandas locais e de outros estados. Não se limitando a bandas de metal, mas de outros segmentos too...E olha que há mais em outros estados, cidades como Brasília, Cuiabá, Recife, Porangatu(!) também já entraram no esquema de ajuda aos mais ajudáveis!
Em cena a solidariedade! E a trilha sonora é de guitarras distorcidas, baterias apressadas, baixos pesados e vocais expressivos! Muito bem, se você é metaleiro, meus cumprimentos, se não é, pode ficar tranquilo que eles não mordem...Bem, pelo menos eu acho...
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Goiânia!

Faaaaaaaala, bloggueiros e bloggueiras! Que imensa satisfação eu tenho em retomar os trabalhos do Discórdia! Confesso que às vezes passo mais tempo pensando em temas pra escrever aqui do que escrevendo! Vou tentar ser mais assíduo, prometo!
Goiânia é realmente uma cidade peculiar. Aliás, aqui é o berço de uma série de curiosidades que se você prestar atenção e não andar tão apressado por aí vai perceber. Eu começo pela vegetação, um dos mais queridos e defendidos cartões-postais da goianinha. É uma febre! Olha, andando em diferentes bairros notei que não é um privilégio da prefeitura plantar árvores. Moradores se empenham em deixar um pouco mais verde suas casas, calçadas e bairros. A fachada de uma série de casas que vi em construção, tipo aquelas de mutirão, muitas vezes reserva um espaço para um arbusto que seja. Prédios imponentes de bairros nobres dividem espaço com árvores e plantas ornamentais. Órgãos públicos (daí acho uma obrigação) são ladeados por lindas sibipirunas, mangubas (nem sempre as melhores pra uma região urbana), palmeiras, gameleiras...
Outra coisa tem me chamado a atenção: o aumento do número de moradores de rua. Uma certa vez parei e comecei a conversar com uma turma. Menti dizendo que estava fazendo trabalho de faculdade, que tinha de contar histórias sobre os moradores de rua. Impressionante. Gente de São Paulo, Minas Gerais, Gaúchos e por aí vai. Um dos não-sortudos me disse que é formado em advocacia e que perdeu tudo por causa do álcool. Aliás o tal do álcool tá presente em quase todas as "desventuras". O duro é a quantidade de "homeless"que fuma crack. "Crack é foda. Você começa e não pára mais. Vicia mesmo e não dá pra fugir. Mata a fome, faz a mente e dá força."
As esquinas, às vezes até as mais nobres, escondem seus moradores que disputam espaço violentamente. Não há perdão. Há compaixão, grupos que ajudam, o "recolhe" da prefeitura, mas eles preferem as ruas: "Aqui é meu lugar. Fui me expulsando de tudo na vida. Perdi minha esposa, meu trabalho, minha dignidade. De vez em quando vejo meus filhos, mas não tenho coragem de falar com eles. Eles agora têm outro pai, um cara bacana, tem carro, anda arrumado e parece que trata a minha ex-mulher bem. Eu agora só tenho meus amigos e Deus." Uma moradora de rua me pergunta se eu já vi alguém morto. Digo que sim. Ela me diz: "A gente vê todo mês. Mês de frio é pior. Mas às vezes é a polícia que mata também." Pergunto se a polícia mata moradores de rua: "Não. Isso não. Eles só não gostam quando a gente tá perto de prédio de rico ou perto das estátuas. Eles não maltrata não. Mas matam bandido de madrugada e sai de boa." Bem, isso é outro papo. Coisa de cidade grande, algo que Goiânia já se tornou há muito tempo.
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