12 Reféns. Nunca que esses fanáticos vão concordar. Uma coisa é óbvia: agora mesmo teremos a chance de negociar melhor. Arrumar outro avião, aqui na Rússia, seria algo quase improvável, mesmo sabendo que a atual economia russa está mais aberta do que estacionamento 24 horas.
"Petulantes. EU DIGO O QUE VOU FAZER. QUEM DÁ AS CARTAS AQUI NESSA MERDA SOU EU. Primeiro: Não há hipótese alguma de negociação. Se quiséssemos isso, faríamos na Inglaterra. Segundo: assim que cessar essa comunicação, eu mesmo matarei os 12 reféns que os senhores achavam que seriam libertos. Outra coisa: um avião cargueiro, militar, com autonomia de vôo para 30 horas, senão um dos políticos aqui vira pó.Desligo."
Ivan nem pestanejou e fuzilou sete pessoas já mortas e completou as doze. Não acredito mais em nada mesmo. Nem em ninguém. Vou matar logo esse cara. Saco minha arma e, com a coronha, desmaio o piloto. Roubo a sua arma, uma sub, de fabricação israelense e uma 9.2mm. Cinco carregadores de cada arma me dão a margem de 15 minutos de tiroteio. Fecho a porta da cabine do avião chutando o cadáver do piloto. Estou pronto, animais..
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Parênteses
Quando estávamos no ar, uma voz feminina entrou pela cabine, no rádio do avião. Com certeza uma Russa, que, falando em Inglês, demonstrava muita calma e decisão. Se identificou como Frida Duchese Schtoilatson, cônsul russa e possível negociadora. Ela animou os sequestradores afirmando que os caças iriam somente escoltá-los. Pensei que isso tudo era uma grande merda, já que tínhamos sido avariados. Mesmo assim, gostei do tom de voz de Frida e comecei a torcer para que o piloto de nosso boeing conseguisse o pouso.
A morte dava suas caras pouco a pouco, um a um os reféns sofriam crises de infarto enquanto a aeronave descia. A um custo material e pessoal quase incalculável, o imopiloto consegue, graças a não sei quem, jogar o boeing numa fazenda. Estávamos praticamente todos feridos, mas vivos.
"Torre de controle, conseguimos pousar, pedimos coordenadas e segurança dentro de um perímetro de 12km." - "Ótimo, aqui quem fala é o Comandante Kovalckson, vocês têm a minha garantia de segurança. Peço que permaneçam dentro da aeronave. Dentro de 5 minutos faremos contato visual por terra e ar, câmbio."
Agora o negócio parecia estar mais tenso. Ivan não deixava claro se concordava ou não com o que estava acontecendo e andava de um lado pro outro. O velho da Uzi se mostrava um pouco menos tenso, acho que esse cara é russo mesmo. Eu tento até agora entender essa merda de sequestro e não vejo como o governo da China compactua com esses possíveis "camaradas", me parecem muito desleixados para representarem alguma coisa ligada a partidos políticos, dão a impressão de serem meros sequestradores, mas isso não os rebaixa em grau de maldade. Nennhum pouco.
Alguns francos espalhados pelo chão chamam a atenção de Ivan. Ele abaixa, diz um sonoro "merda" e segue em direção ao pavimento inferior da aeronave. Ouço sua voz, agora ríspida e imperativa. Na certa dando um esporro em alguém. Dois tiros. Nada mais.
"Atenção tripulantes do vôou 1234, aqui é o Tenente Dardwet, sou da equipe terrestre. Estou no comando de nossa operação. Minha frequência de rádio é segura, vocês podem se comunicar comigo. Caso precisem, entrarei no avião, mas só se libertarem 12 reféns." Essas palavras, por mais seguras que pareçam ser, vieram de uma voz trêmula e amendrontada. Estamos feitos...
A morte dava suas caras pouco a pouco, um a um os reféns sofriam crises de infarto enquanto a aeronave descia. A um custo material e pessoal quase incalculável, o imopiloto consegue, graças a não sei quem, jogar o boeing numa fazenda. Estávamos praticamente todos feridos, mas vivos.
"Torre de controle, conseguimos pousar, pedimos coordenadas e segurança dentro de um perímetro de 12km." - "Ótimo, aqui quem fala é o Comandante Kovalckson, vocês têm a minha garantia de segurança. Peço que permaneçam dentro da aeronave. Dentro de 5 minutos faremos contato visual por terra e ar, câmbio."
Agora o negócio parecia estar mais tenso. Ivan não deixava claro se concordava ou não com o que estava acontecendo e andava de um lado pro outro. O velho da Uzi se mostrava um pouco menos tenso, acho que esse cara é russo mesmo. Eu tento até agora entender essa merda de sequestro e não vejo como o governo da China compactua com esses possíveis "camaradas", me parecem muito desleixados para representarem alguma coisa ligada a partidos políticos, dão a impressão de serem meros sequestradores, mas isso não os rebaixa em grau de maldade. Nennhum pouco.
Alguns francos espalhados pelo chão chamam a atenção de Ivan. Ele abaixa, diz um sonoro "merda" e segue em direção ao pavimento inferior da aeronave. Ouço sua voz, agora ríspida e imperativa. Na certa dando um esporro em alguém. Dois tiros. Nada mais.
"Atenção tripulantes do vôou 1234, aqui é o Tenente Dardwet, sou da equipe terrestre. Estou no comando de nossa operação. Minha frequência de rádio é segura, vocês podem se comunicar comigo. Caso precisem, entrarei no avião, mas só se libertarem 12 reféns." Essas palavras, por mais seguras que pareçam ser, vieram de uma voz trêmula e amendrontada. Estamos feitos...
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