sexta-feira, 28 de agosto de 2009

D I A S




Realmente. Semanas passam rápido e a gente nem se lembra do que fez. Bem, pelo menos isso acontece comigo direto. Principalmente se a correria for capaz de tirar até o sossego do mais calmo e centrado ser humano. Se você fizer um esforço para lembrar o almoço de segunda passada (sendo hoje sexta-feira), talvez, eu repito, talvez não se lembre.
Mas até aí tudo bem. Já reparou, no entanto, que a memória funciona quando a coisa é realmente muito boa para você ou alguém que gosta? Putz. Impressionante, nosso cérebro passa a filtrar o que gostamos de lembrar, quem gostamos de ter encontrado, situações boas, bebidas legais, lugares legais...Os acontecimentos que nos traumatizam ficam lá, na memória, quietinhos, guardados. Em questão de segundos, algo nos faz lembrar dessas coisas ruins que acontecem na vida de cada um de nós. Estamos seriamente vigiados pelo inconsciente e pela nossa capaciade de associar as lembranças. É o nosso "Personal Big Brother."
Um camarada uma vez disse ao meu pai que "É muito melhor ouvir besteria o dia todo do que ser surdo, né, doutor?" O grande Roberto riu e concordou. Realmente. Deve ser. Mas não sabemos como é a realidade de um deficiente auditivo. Se, pelo menos soubéssemos, notaríamos que ele também "ouve" besteiras o dia todo. E fala também. Tanto que quem garante que ele não sofra do mesmo mal: a perda de memória recente?
Procure na Super Interessante da vida. Uma matéria, de uns 10 anos atrás falava sobre as qualidades de nossa mente lembrante. Escolhemos o que queremos lembrar. Ou mesmo nosso cérebro nos instrui para que isso aconteça. A merda é que nem sempre funciona. Gostaria de esquecer o jogo do Flamengo da última quarta, válido pelas quartas-de-final da Sulamericana. Vi um time fraco, sem jogadas, burocrático no primeiro tempo. Sem reserva. Isso! Foi a campo com um jogador a menos no banco. Resultado de uma série de "visitas" ao Departamento Médico do clube por parte do plantel de jogares. Aliás, convenhamos, DENIS MARQUES não presta no Flamengo. Ele é esforçado, sortudo, mas, CRAQUE...Isso não é. Há tempos não vejo alguém assim no Fla. O que me lembro (tá vendo) é um bando de jogador come-dorme, que vive no oba-oba noturno e que é endeusado pela Magnética Enfurecida.
Você que tem mais de 30 primaveras sabe que todos os times tiveram sérios desfalques, políticas de roubo descarado por parte dos cartolas e muita, muuuuuuita venda de jogador mal sucedida. E as compras? Prefiro nem lembrar.
As coisas de nosso cotidiano são mesmo as mais simples. Ou não. Basta lembrar delas! Ou não. Ou...Me esqueci!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ah nem, passa amanhã!



Essa briga entre senadores é mesmo algo estrambótico. Outros assuntos sempre se esvaem com o tempo, esse é um dos que vão demorar. O porquê disso está aí, no próximo ano eleitoral, em 2010. Todos esses episódios, desde o Mensalão, Mensalinho, dinheiro na cueca, tudo isso voltará à tona.
Ainda que os pessimistas digam que não, que isso é manobra da imprensa, o bom é ficar sabendo do que se passa por lá. Nosso Senado, é uma das casas mais importantes, senão a mais relevante dentro da política. Ontem, assistindo ao Jornal da Noite, na Band, vi uma discussão patética entre Suplicy e Sarney. Patética pois os dois estavam na hora errada e no lugar errado. Enquanto o presidente da casa lia uma homenagem ao nosso Euclides da Cunha, Suplicy o interrompia, arguindo sobre os escandalosos atos de Sarney e sua pequena família senadorística. Bem, nada contra, mas pô, Suplicy, isso dói. Não é à toa que o Mercadante (aquele que é líder do PT que falou que iria sair da presidência do partido e voltou atrás - no Twitter) lhe telefonou e aconselhou ao senhor a primeiro ler o seu manifesto, para depois, assim, com apoio dos demais senadores, poder falar alguma coisa. Achei até legal, muita boa vontade do senador paulista, mas, a HORA não era essa. Sim, acredito que estava sendo defendido o interesse popular, mas a impressão que deu foi a de duas crianças querendo aparecer para a mamãe. Uma dizia: "Olha como sou inteligente! Sou membro da Academia de Letras e homenageio aqui o Centenário de Euclides da Cunha!" - Em resposta, a outra: "Mãe, olha o que ele fez! Quebrou a casa toda, me machucou e agora fica dando uma de santo!"
Putz, caro leitor. Que situação. Você imagina só, um cara sair do Amapá, o outro de São Paulo USANDO NOSSO DINHEIRO PARA PAGAR AS PASSAGENS pra um bate-boca? Caramba! Democracia é isso, a liberdade de expressão em sua mais alta performance. Mas, quem é que paga? Cadê nosso salário mínimo? Onde foi parar o dinheiro do Mensalão? Ei! Quem da sociedade pediu para que o processo contra Sarney fosse arquivado?
Welliton Carlos, grande guitarrista, advogado e jornalista sempre acompanhou essa peleja. No seu blog, que está no endereço do Jornal Diário da Manhã, desde o começo do ano tem a torcida pelo fim da Era Bigode. Olha, até concordo em retirar o José de lá, mas, convenhamos, quem sobra?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Música para os Olhos


Wynton Marsalis, um dos expoentes do jazz mundial é mesmo a vigésima terceira potência da Constante de Avogrado. Lembra? Número de Mol? 6,0221415 × 10²³ mol-1 ?
Então, ele, nas suas viagens de trompetista (uma das mais famosas é a "Vôo da Mosca") nos dá a dimensão de como os meninos pobres, negros (ih, esqueci, afrodescendentes) e talentosos se destacam na música.
O jazz é, segundo o site EJazz, "um termo que foi usado no final dos anos 10 e início dos anos 20, para descrever um tipo de música que surgia nessa época em New Orleans, Chicago e New York. Seus expoentes são considerados "oficialmente" os primeiros músicos de jazz: a Original Dixieland Jass Band do cornetista Nick LaRocca, o pianista Jelly Roll Morton (que se auto-denominava "criador do jazz"), o cornetista King Oliver com sua Original Creole Jazz Band, e o clarinetista e sax-sopranista Sidney Bechet. Em seguida, vamos encontrar em Chicago os trompetistas Louis Armstrong e Bix Beiderbecke, e em New York o histriônico pianista Fats Waller e o pioneiro bandleader Fletcher Henderson. Em 1930 o jazz já possui uma "massa crítica" considerável e já se acham consolidadas várias grandes orquestras, como as de Duke Ellington, Count Basie, Cab Calloway e Earl Hines."

Marsalis ouviu essa patota toda e ainda por cima tocou com Miles Davis, Jack Dejohnette, Art Blakey, músicos brasileiros renomados (Tom) e uma centidúzia de gente fina. Uma das marcas que mais me chamam a atenção em Marsalis é sua versatilidade no trompete. Se você o ouvir, verá (ehehe) que as frases musicais não são meras inserções. Uma gama de variantes musicais e dissonâncias ecoam nos sopros do mestre. O trompete não soa daquele jeito "matraca", que machuca os ouvidos em muitos casos. A agudez sonora das notas de Marsalis é um carinho nos tímpanos. Mas ele sabe ser agressivo também. Leva tudo a sério. Dentro e fora da música.Sua família é de músicos, seu pai, irmãos, tudo no sangue.Uma aula!

Liberdade




Eu digo sim aos jogos de computador. Mesmo sabendo que a opinião hipócrita e difamatória da maioria seja contra alguns (violentos, polêmicos, bizarros...) eu digo sim.
Computadores têm a capacidade de aumentar a coordenação motora, a perspectiva visual de campo, o raciocínio, a psique....Hehhe. Lógico que em alguns casos, leva-se ao extremo o uso das máquinas. Lembre-se de que seus parentes distantes adoram receber cartas, com sua letra, as fotos impresas, os comentários de sua vida. Mesmo por e-mail, é comum o esquecimento parental.
Voltanto ao assunto: Counter-Strike, GTA, God of War, entre outros, são alguns dos jogos que os "Extremamente preocupados com a psicopatia generalizada pela informática" execram. Olha, se o sujeito assistiu ao filme "Um dia de Fúria" com o Michael Douglas, vai se lembrar bem como a ira, a raiva, o desejo de matar todos funciona. Na prática mesmo. Eu, se não fossem esses jogos, certamente teria um dia desses na vida. Talvez você também tivesse. Então. Pra quê criticar esses jogos como se eles fossem professores de mau comportamento? O cerne do problema de distúrbio psiquiátrico é bem mais profundo que uma simples jogada em lan houses...
Sim. O jogo mexe com a catarse, mexe com a mente. Mas evita que atitudes idiotas aconteçam. É simples: classifica-se o jogo em Para Maiores ou não, e pronto. Como é feito com os filmes. Se isso não funciona na prática, problema! Censurar a venda dos jogos só aumenta o desejo de todos (principalmente as crianças) em adquirir e jogar! É bom jogar! É até um instrumento de socialização. E como qualquer coisa na vida, merece a atenção quanto à dosagem.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ops

Ando em falta bloggueiros. Estudando. Vcs me entendem, né? Não. Eita. Então tá. Alguns vídeos muito engraçados do tubiz estão no Blog do Sapo Velho Gordo. Olhem lá, please:

http://sapovelhogordo.blogspot.com/


Abraços!