terça-feira, 18 de agosto de 2009

Música para os Olhos


Wynton Marsalis, um dos expoentes do jazz mundial é mesmo a vigésima terceira potência da Constante de Avogrado. Lembra? Número de Mol? 6,0221415 × 10²³ mol-1 ?
Então, ele, nas suas viagens de trompetista (uma das mais famosas é a "Vôo da Mosca") nos dá a dimensão de como os meninos pobres, negros (ih, esqueci, afrodescendentes) e talentosos se destacam na música.
O jazz é, segundo o site EJazz, "um termo que foi usado no final dos anos 10 e início dos anos 20, para descrever um tipo de música que surgia nessa época em New Orleans, Chicago e New York. Seus expoentes são considerados "oficialmente" os primeiros músicos de jazz: a Original Dixieland Jass Band do cornetista Nick LaRocca, o pianista Jelly Roll Morton (que se auto-denominava "criador do jazz"), o cornetista King Oliver com sua Original Creole Jazz Band, e o clarinetista e sax-sopranista Sidney Bechet. Em seguida, vamos encontrar em Chicago os trompetistas Louis Armstrong e Bix Beiderbecke, e em New York o histriônico pianista Fats Waller e o pioneiro bandleader Fletcher Henderson. Em 1930 o jazz já possui uma "massa crítica" considerável e já se acham consolidadas várias grandes orquestras, como as de Duke Ellington, Count Basie, Cab Calloway e Earl Hines."

Marsalis ouviu essa patota toda e ainda por cima tocou com Miles Davis, Jack Dejohnette, Art Blakey, músicos brasileiros renomados (Tom) e uma centidúzia de gente fina. Uma das marcas que mais me chamam a atenção em Marsalis é sua versatilidade no trompete. Se você o ouvir, verá (ehehe) que as frases musicais não são meras inserções. Uma gama de variantes musicais e dissonâncias ecoam nos sopros do mestre. O trompete não soa daquele jeito "matraca", que machuca os ouvidos em muitos casos. A agudez sonora das notas de Marsalis é um carinho nos tímpanos. Mas ele sabe ser agressivo também. Leva tudo a sério. Dentro e fora da música.Sua família é de músicos, seu pai, irmãos, tudo no sangue.Uma aula!

Liberdade




Eu digo sim aos jogos de computador. Mesmo sabendo que a opinião hipócrita e difamatória da maioria seja contra alguns (violentos, polêmicos, bizarros...) eu digo sim.
Computadores têm a capacidade de aumentar a coordenação motora, a perspectiva visual de campo, o raciocínio, a psique....Hehhe. Lógico que em alguns casos, leva-se ao extremo o uso das máquinas. Lembre-se de que seus parentes distantes adoram receber cartas, com sua letra, as fotos impresas, os comentários de sua vida. Mesmo por e-mail, é comum o esquecimento parental.
Voltanto ao assunto: Counter-Strike, GTA, God of War, entre outros, são alguns dos jogos que os "Extremamente preocupados com a psicopatia generalizada pela informática" execram. Olha, se o sujeito assistiu ao filme "Um dia de Fúria" com o Michael Douglas, vai se lembrar bem como a ira, a raiva, o desejo de matar todos funciona. Na prática mesmo. Eu, se não fossem esses jogos, certamente teria um dia desses na vida. Talvez você também tivesse. Então. Pra quê criticar esses jogos como se eles fossem professores de mau comportamento? O cerne do problema de distúrbio psiquiátrico é bem mais profundo que uma simples jogada em lan houses...
Sim. O jogo mexe com a catarse, mexe com a mente. Mas evita que atitudes idiotas aconteçam. É simples: classifica-se o jogo em Para Maiores ou não, e pronto. Como é feito com os filmes. Se isso não funciona na prática, problema! Censurar a venda dos jogos só aumenta o desejo de todos (principalmente as crianças) em adquirir e jogar! É bom jogar! É até um instrumento de socialização. E como qualquer coisa na vida, merece a atenção quanto à dosagem.