quarta-feira, 29 de julho de 2009

Para Pensar


Banda de Moebius. Intrigante.

Pneus

Ora bolas, os pneus. São as peças fundamentais de um carro, por exemplo. Eles são movidos, movem-se, estouram, cheiram, fedem, atropelam e são até invejados. Muitos deles encontram-se em lojas, todos pimpões, cheios de silicone, a borracha novinha, que dá gosto. Outros, primos pobres e usados, em lixões. E como hay lixões. Espalhados em todos cantos dessa finita highway que é nossa casinha.
Eologistas defendem teses dizendo as datas de decomposição das borrachas malditas que equipam seus carros poluentes. Apaixonados por carros trocam eles em períodos curtos. Motoristas sem dinheiro nem querem saber dessa porcaria de pneu careca dos infernos que eu tenho de trocar senão aquele guarda filho de uma p.... vai me multar. A Dona Maria, uma das figuras mais respeitadas no trânsito brasileiro nem sabe o que é isso. Chama até de Coisinha! " Ô benhê, cadê o cartão daquela loja onde a gente troca os.....as.....coisinhas.......os pneus?". O certo é que essa raça de peça automotiva dá muito pano pra manga. Muitas matérias, algumas toscas, outras verdadeiros tratados jornalísticos. Alguma pagas, com certeza, mas várias vezes deparamo-nos com aqueles "malditos pneus poluentes" nos jornais.
Coisa de louco, realmente a importância que é dada aos nobres rodantes. Calcule: seu carro tem 5 pneus, todos recheados com aço, ferro, outras matérias-primas de renome internacional ( me disseram que até Kevlar, mas essa é boa! ). Daí a nobre borracha, sinteticamente esmagada após passar por um processo FEDORENTO PACAS, prensada, moldada e marcada por máquinas e mãos ágeis. Daí você roda uma média de uns 1000 km por mês. A inspeção dos seus pneus, deve ser feita semanalmente, para evitar desgastes futuros. Haja saco. Mas, dá pra fazer isso na mesma hora de olhar a água e o óleo. Digamos que a cada 3 anos você troque os pneus de seu carro. O estepe até pode durar mais, com a ressalva de poder ficar ressecado.

Se, em cidades de grande porte, a frota de veículos chega a números estratosféricos, imagine só o lixo, os despejos, montes de pneus que são formados pelo simples descarte? Será que esse papo de pneu reciclado te deixa confiante? Você usaria um pneu remanufaturado? Em defesa do meio ambiente? Se você respondeu sim, mas comprou um zerinho por causa da segurança da sua família é sinal que você prefere gastar um pouco mais para não ter dor de cabeça. Se não, foda-se, essa merda de papo de ecologista enche o saco! Quero mais é ver a marca do meu Michelin no asfalto....Bem...daí é problema seu. E nosso também...
Dá uma olhada nisso: tudo sobre pneus. Te garanto que tem coisa lá que você nem imaginava:
http://www.braziltires.com.br/tudosobrepneus/pneus.html

OOOOOOOoopa




Então. É isso aí. Como bem diz Pasquale Cipro Neto. As divergências no trânsito são verdadeiros achados e tratados do neo-terrorismo mental. Pequenas fechadas, xingamentos, ofensivas em ataque à motoclistas, tudo isso e muito mais perecem e padecem no dia-a-dia.

O quê diria qualquer poeta ao ser alvo de um navalha no trânsito? Será que ele faria poemas, poesias, daria cores aos acontecimentos. Será que nosso tráfego gorjeia mais que os de outros países? Tulipas! Flores! Orquídeas me mordam! Mas que sujeito mal-ajambrado esse que acaba de me fechar. Mas ele fechou uma porta e abriu outra, a porta da Poesia do Tráfego. Algo que irei tentar defender.

O mote é o seguinte: tente pensar em coisas boas nas horas ruins. Nem precisa ser Poliana, eu sei. Mas tente. Em vez de "Puta que pariu! Desgraaaaaaaaaaaaça! Filha da Puuuuuuta!", tente mentalizar outras palavras ou até figuras menos horrendas do que aquelas que aparecem na sua sala mental nessas horas. É difícil. O André, nobre amigo da Luta Armada Contra Instituições Sem-Vergonhas, que o diga, né André. Será que o Pietro vai dar conta de pensar assim? "Putz pai, que mercadoria mais sem classe essa que eu comprei no camelô..." Em vez de "Porra, pai, essa merda de pen drive ( se é que isso ainda vai existir daqui a 06 anos ) que eu comprei naquela merda de vendedor filho duma puta não presta!"

No trânsito isso seria divertido: o cara olha pra você e te manda a um lugar aí qualquer, perto de uma suposta progenitora....Daí....você responderia: "Flores pra você também! Pense positivo, nobre irmão!" Putz, já tem gente chamando isso aqui de viadagem, mas, saca só: se realmente isso funcionasse, as crianças, que pegam tudo no ar e PRINCIPALMENTE nas ruas, seriam menos desbocadas, não?

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