
Então. É isso aí. Como bem diz Pasquale Cipro Neto. As divergências no trânsito são verdadeiros achados e tratados do neo-terrorismo mental. Pequenas fechadas, xingamentos, ofensivas em ataque à motoclistas, tudo isso e muito mais perecem e padecem no dia-a-dia.
O quê diria qualquer poeta ao ser alvo de um navalha no trânsito? Será que ele faria poemas, poesias, daria cores aos acontecimentos. Será que nosso tráfego gorjeia mais que os de outros países? Tulipas! Flores! Orquídeas me mordam! Mas que sujeito mal-ajambrado esse que acaba de me fechar. Mas ele fechou uma porta e abriu outra, a porta da Poesia do Tráfego. Algo que irei tentar defender.
O mote é o seguinte: tente pensar em coisas boas nas horas ruins. Nem precisa ser Poliana, eu sei. Mas tente. Em vez de "Puta que pariu! Desgraaaaaaaaaaaaça! Filha da Puuuuuuta!", tente mentalizar outras palavras ou até figuras menos horrendas do que aquelas que aparecem na sua sala mental nessas horas. É difícil. O André, nobre amigo da Luta Armada Contra Instituições Sem-Vergonhas, que o diga, né André. Será que o Pietro vai dar conta de pensar assim? "Putz pai, que mercadoria mais sem classe essa que eu comprei no camelô..." Em vez de "Porra, pai, essa merda de pen drive ( se é que isso ainda vai existir daqui a 06 anos ) que eu comprei naquela merda de vendedor filho duma puta não presta!"
No trânsito isso seria divertido: o cara olha pra você e te manda a um lugar aí qualquer, perto de uma suposta progenitora....Daí....você responderia: "Flores pra você também! Pense positivo, nobre irmão!" Putz, já tem gente chamando isso aqui de viadagem, mas, saca só: se realmente isso funcionasse, as crianças, que pegam tudo no ar e PRINCIPALMENTE nas ruas, seriam menos desbocadas, não?
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