terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Flores

    Tem gente que não gosta de flores. Eu gosto. Acho muito legal quando, no meio de tanta coisa feia, concreto demais, fuligem de automóveis, merda, ah, essas coisas que a gente vê, pisa e deixam nossa cabeça meio trelelê todos os dias, mas, então, eu gosto de encontrá-las. Ali, às vezes bem pequenas, serenas, escondidas, e outras vezes formosas e bem vistosas.
Mas são flores, alegram a vista, fazem-nos pensar diferente, nos dão a sensação de que mesmo com tantas dificuldades, problemas, falta de dinheiro, falta de amizades sinceras, família dando no saco, crimes, políticos, as flores não param de nascer. Alguns arrancam, dão às amadas, outros pisoteiam, cospem, não as enxergam ou mesmo nem sabem o que são.
Uma das flores mais belas que vi não sei dizer o nome, ela é selvagem, exótica, muito bonita e estava bem escondida. Eu a vi, achei interessante suas pétalas, o caule perfeito e as outras partes que eu não sei dizer o nome mais que perfeitas.
    Um belo dia eu descobri que essa flor, escondida no meio de tanto mato selvagem e de plantas que não pareciam ter nada a ver com ela estava morrendo. Secando pouco a pouco. Perguntei se isso não era por falta de luz, água ou mesmo comida de planta, o adubo...Só então que percebi que era falta de carinho, amor, atenção, coisas que todas as plantas merecem. Elas conversam conosco, o duro é entender a linguagem, muito complicada essa maneira de comunicação, mas que há troca de idéias há sim.
     Quisera eu ser um jardineiro para saber cuidar das flores. Um beijo, flor, te amo!

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