Tiros pra todos os lados e nada de conseguir me mexer. Sou um alvo duplo, prostrado embaixo de uima árvore, sem poder de fogo para tantos alvejamentos. É uma questão de tempo e eu morro. O ferimento está cada vez pior e a sede aumenta.
Não tenho o que fazer, retalio os disparos vindos do avião e me atento aos que vêm da floresta. De vez em quando respondo a esses, mas sem mirar nos atiradores. Eles não me reconheceram como policial e continuam a disparar contra mim.
Tento improvisar um torniquete com um galho caído numa árvore. Dá certo, o sangue estanca e consigo respirar melhor. O zunido dos projéteis me avisam que os atiradores estão cada vez mais próximos de acertar em mim. Deito no chão e tento disparar contra o avião. Miro nas turbinas, que logo explodem. O susto valeu a pena: consegui sair da posição e entro num buraco.
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