sexta-feira, 31 de julho de 2009

Try A Little Bit Harder



Janis Joplin, a branca mais negra de uns tempos remotos aí, é atualíssima em tudo. Acho que até suas roupas, cabelo, atitudes, beberranças, drogas, amigos e seu jeito peculiar de fazer inimigos. Ela é uma mulher que dá pano para as mangas mais saborosas e longas...Hehhe. Que viagem. Mas, olha só: essa letra, de "Try...", já parou para prestar a atenção nela? Bicho(a), isso é mais do que um conselho, mais do que um esparro, é o começo dos manuais de auto-ajuda. Essa livraiada doida que nego compra adoidado e sai por aí espalhando idéias.
Pára-choques de caminhão ou não, esses best(a)-sellers são o máximo do consumo literário. Em praticamente todos os países desse nosso mundão, os mais vendidos. Os mais venerados. E, lógico, os mais "reproduzidos". As idéias, que na maioria, são simples e escritas a toque de caixa, chegam ao nosso cérebro na mesma rapidez de um spot de rádio. Parece que isso foi escrito para você, exatamente para essa situação e o pior, às vezes tem até seu nome no meio daquilo.
A literatura de auto-ajudo é um ramo mais do que ambíguo. Conheço uma escritora (aliás a conheço bem) que já pensou em escrever um desses pra ver se arrumava uns trocos. Mas a idéia principal dela seria um pouco avessa aos que existiam no mercado. Ela iria fazer um livro de auto-destruição, ou algo como um manual para ser entendido ao contrário. Só não o fez porque teve medo da repercussão e de algum maluco tomar tudo ao pé da letra e...Você sabe.

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